Minas do Camaquã

Minas do Camaquã
Minas do Camaquã
Minas do Camaquã

Geossítio do tipo “área complexa”, com extensão de aproximadamente 10 km², no extremo sul do município, na divisa com Santana da Boa Vista, cerca de 15 quilômetros a leste das Guaritas.

 

Área que combina patrimônio geológico-geomorfológico e patrimônio mineiro, com potencial para turismo geológico, histórico-cultural e de aventura. Cerros íngremes, formados por rochas sedimentares de cor avermelhada, formadas entre 580 e 550 milhões de anos por enxurradas vindas de montanhas e por rios rasos e efêmeros.

 

Orrências visíveis de minerais de cobre, como a malaquita (cor verde clara, levemente azulada), que atestam a riqueza mineral da área, cuja atividade mineira já fez de Caçapava do Sul a “capital brasileira do cobre”, em meados do século XX.

 

Sede histórica da antiga fazenda de João Dias, e remanescentes das primeiras fases de extração mineral, por companhias estrangeiras (alemãs, inglesas, belgas), como engenhos, casas e barragens. Também encontra-se no local uma vila de trabalhadores (uma ‘company-town’) construída especialmente para a mineração de cobre a partir de 1942, na época dotada de hospital, clube, cinema (o Cine Rodeio, inspirado nos saloons norte-americanos) e outras comodidades, além de galerias subterrâneas muito antigas e uma mina a céu aberto com lago em sua cava.

 

Local muito utilizado para a prática de esportes de aventura na natureza, especialmente escalada, rapel, tirolesa, canoagem e stand-up paddle.

 

É um geossítio de incrível beleza cênica, com vistas para o conjunto geomorfológico da Pedra da Cruz, e a “Prainha”, muito frequentada no verão como balneário pelos cerca de 600 moradores e eventuais visitantes